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Pela primeira vez desde agosto de 2009, a temperatura de superfície
do Oceano Pacífico atingiu -0,5° C, valor inicial para
caracterização de La Niña. Embora seja um forte indicativo da
ocorrência do fenômeno, os dados divulgados pelo órgão oficial de
meteorologia do governo dos Estados Unidos precisarão se manter,
pelo menos, nos próximos três meses para se confirmar efetivamente o
La Niña. Até a semana passada, as temperaturas eram consideradas
neutras entre -0,4°C e 0,4°C, o que formalizou o fim do El Niño.
De acordo com o diretor-geral da MetSul Meteorologia, Eugenio
Hackbart, a transição de El Niño para La Niña foi muito rápida. "Até
abril, estávamos com El Niño e já temos condições de La Niña em
junho, após um período relâmpago de neutralidade no oceano." O
fenômeno historicamente traz redução da chuva no Rio Grande do Sul,
especialmente durante o
verão. No
inverno, as massas de ar
frio tendem a ser mais intensas e frequentes.
O agrônomo da Emater, Dulphe Pinheiro Machado Neto, diz que a
recomendação para os produtores de milho é que antecipem ao máximo o
plantio para escapar da estiagem. Ele destaca que deve ser
respeitado o zoneamento entre 21 de julho e 20 de janeiro, a
temperatura do solo e as características regionais. "Em julho, há
previsão de frio rigoroso para algumas áreas, e, em agosto, de clima
mais ameno,
ideal para o plantio."
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